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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Crítica: Qualquer Gato Vira-Lata

Baseado em peça de Juca de Oliveira, o filme apresenta conselhos para mulheres que amam demais

Fui assistir ontem a comédia Qualquer Gato Vira-Lata, baseada na peça teatral de Juca de Oliveira e dirigida agora por Tomas Portella. O filme foi muito mal cotado pelos críticos em geral, mas já vou dizendo que é “assistível”.
Pense numa garota maluca, louca de amor, que se humilha e chora pelo seu namorado. Essa é Tati (Cléo Pires), que vive correndo atrás de Marcelo (Dudu Azevedo), um playboy garanhão que só quer curtir a vida e as mulheres cariocas.
Certo dia, após levar mais um fora do namorado, ela ouve a palestra de um professor, Conrado (Malvino Salvador), que explica que homens devem ser assim mesmo, já que é sua natureza animal. Tati acha tudo um absurdo, mas se oferece para ser seu objeto de estudo e provar sua tese. É aí que os dois irão conviver e lidar com a situação invertida, o ciúme de Marcelo.
Como atriz, Cléo Pires não é nada comparável com a mãe. Aqui ela até consegue fazer o papel, mas você percebe a distância no talento. O filme é mais um lenga-lenga amoroso, mas não tão chato como imaginei. As cenas são muito engraçadas, você se diverte muito com as palhaçadas dos atores.
O professor ensina muito bem a lidar com o ciúme exagerado. Tati passa a ignorar Marcelo, que fica com a pulga atrás da orelha e desconfia que tudo é culpa de Conrado.
Na verdade, o que vi nesse filme foi um bom toque sobre mulheres que amam demais. Tempos atrás tivemos até uma novela que lidou com o assunto, e a personagem aqui lembra muito a situação. Os conceitos do professor quanto ao comportamento “animal” do homem é ridículo, mas quando ele passa a lidar com a circunstância em si acaba dando boas dicas para a garota.
Enfim, um filme para rir e pensar em relacionamentos conturbados. Nada mais.


Por Silvia Freitas (Na Manha do Gato)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Os Pinguins do Papai



Mais uma comédia com Jim Carrey onde ele pode abusar de suas cômicas caricaturas. Em Os Pinguins do Papai (Mr. Popper’s Penguins), Carrey é o Sr. Popper, um esperto comprador de prédios e terrenos decadentes que vive querendo ser sócio da empresa em que trabalha.

Em sua infância ele era conhecido como “Pontinha dos Pés”, apelido carinhoso dado por seu pai, um viajante deslumbrado em conhecer o mundo em um barco. O garoto passou todo a sua vida sem a presença do pai, e agora descobre que ele morreu na Antártida. Antes de morrer, ele deixa o seu testamento e uma pequena lembrança para Popper: um pinguim. Tudo parecia ter solução, até receber mais cinco pinguins por engano. Agora ele terá que cuidar das aves, já que seus filhos acabam de se apaixonar por elas.

O filme é uma gracinha, principalmente para quem curte os animais. Os pinguins são criaturinhas dóceis e engraçadas, e neste filme acabam por fazer você se apaixonar por eles. O mais interessante é que a equipe de filmagem usou animais de verdade para algumas cenas. Eles foram treinados e até fizeram amizade com os atores e equipe.

Bem no estilo de Carrey, ele se permite a caretas, piadas e cenas divertidas. O Sr. Popper é separado da mulher, por quem ainda tem uma quedinha, e tem dois filhos que não curtem muito estar ao seu lado. Mas a chegada dos bichinhos acabará revelando algo a mais para todos eles.

Adaptado de um livro infantil, o filme é muito recomendado para quem curte aquele estilo “sessão da tarde”. Engraçado, leve e gracioso.